Sábado, 25 de Junho de 2011

Água para elefantes

Ainda não vi, mas parece interessante. Será?

Terça-feira, 21 de Junho de 2011

Símbolos? Estou farto de símbolos...

Símbolos? Estou farto de símbolos...
Mas dizem-me que tudo é símbolo.
Todos me dizem nada.
Quais símbolos? Sonhos.—
Que o sol seja um símbolo, está bem...
Que a lua seja um símbolo, está bem...
Que a terra seja um símbolo, está bem...
Mas quem repara no sol senão quando a chuva cessa,
E ele rompe as nuvens e aponta para trás das costas
Para o azul do céu?
Mas quem repara na lua senão para achar
Bela a luz que ela espalha, e não bem ela?
Mas quem repara na terra, que é o que pisa?
Chama terra aos campos, às árvores, aos montes.
Por uma diminuição instintiva,
Porque o mar também é terra...

Bem, vá, que tudo isso seja símbolo...
Mas que símbolo é, não o sol, não a lua, não a terra,
Mas neste poente precoce e azulando-se
O sol entre farrapos finos de nuvens,
Enquanto a lua é já vista, mística, no outro lado,
E o que fica da luz do dia
Doura a cabeça da costureira que pára vagamente à esquina
Onde demorava outrora com o namorado que a deixou?
Símbolos? Não quero símbolos...
Queria — pobre figura de miséria e desamparo! —
Que o namorado voltasse para a costureira.

Fernando Pessoa, Poesias de Álvaro de Campos

Domingo, 19 de Junho de 2011

Distúrbios em Vancouver

O leitor R.  Martins num comentário deixou o link para este vídeo sobre desacatos ocorridos em Vancouver, no Canadá. Após a equipa de hóquei no gelo local, os Vancouver Canucks, ter perdido o jogo, centenas de adeptos vandalizaram diversas ruas: queimaram carros, partiram montras, etc. No vídeo pode observar-se que alguns dos vândalos  tiravam fotografias enquanto iam partindo coisas  (tencionariam colocá-las no Facebook?, pergunta-se o referido leitor).

Mais informações no jornal Público e no blogue Desmitos (de Álvaro Santos Pereira, o próximo ministro da Economia, que tem vivido em Vancouver).

Nada sei da sociedade canadiana e não sei explicar como foi possível tal coisa suceder. Se algum leitor souber, agradeço a ajuda.

Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

Nuno Crato: uma excelente escolha para ministro da educação!

Nuno Crato ministro da educação

A escolha de Nuno Crato para ministro da educação é uma notícia mais do que boa: é óptima, é excelente!

Perceba porquê aqui.

Domingo, 12 de Junho de 2011

Na Praia de Chesil: a importância das palavras que não são ditas

Pedi aos alunos que lessem e analisassem o livro  Na Praia de Chesil , de Ian McEwan. O melhor trabalho foi feito pela aluna Andreia Gonçalves, do 12ºE. Ei-lo.

Ian McEwan Na Praia de Chesil é um romance do escritor britânico Ian McEwan. A acção principal decorre em Julho de 1962, na noite de núpcias dos protagonistas, Florence e Edward, que é passada precisamente na Praia de Chesil, em Dorset, Inglaterra. A acção secundária, por sua vez, insere analepses na história de modo a contextualizar a vida e as acções das personagens.

Na década de 60 ainda se faziam sentir as repercussões da II Guerra Mundial e, desta forma, foi o período da expansão do Marxismo. Florence é identificada como apoiante da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), já que a considerava uma força benéfica para o mundo, em detrimento do Fascismo e do Capitalismo. Além disso, é de referir que ambos se conheceram num protesto contra as armas nucleares, cujo desenvolvimento se deve, em parte, à II Grande Guerra. Esta década foi também uma época de mudanças, pois a religião já havia perdido o seu vigor e tornara-se quase insignificante. Foi ainda o período da emancipação feminina em Inglaterra, da alteração subjacente ao conceito de juventude (que deixou de ser um fardo para ser imensamente desejada) e da grande revolução sexual. Apesar disso, estes jovens virgens, com poucos mais de 20 anos, são provavelmente a última geração que não é alvo desta libertação sexual, o que condiciona tragicamente o destino da sua vida em comum.

Apesar de uma conversa sobre dificuldades sexuais ser impossível, ambos mostram reacções e expectativas bastante díspares em relação à noite cujo objectivo é consumar o seu casamento, o que se deve a todo um processo de socialização (fenómeno pelo qual um indivíduo interioriza os valores, as normas e os comportamentos característicos da cultura em que está inserido) e às influências e aspectos a ele inerentes.

Florence e Edward cresceram em meios bastante distintos. Ela era de uma família de classe alta e ele de uma de classe média, que sofria algumas dificuldades. Os agentes de socialização que os rodeavam e os locais que frequentavam também apresentavam diferenças.

A mãe de Florence, professora universitária em Oxford, era intelectual, rígida, tensa, quase intocável e praticamente incapaz de manter uma conversa acerca da intimidade (apesar de toda a relutância da jovem face à personalidade da mãe, é inquestionável a influência do carácter desta na protagonista, pois, tal como a sua genetriz, a rapariga não consegue falar sobre a intimidade, é bastante tensa e rígida; isto quer dizer que, mesmo que inconscientemente, ela adoptou bastantes aspectos característicos da sua progenitora, pois esta surgia como um modelo a seguir e o exemplo feminino na vida da jovem); o pai, por sua vez, era alguém cuja presença despertava sentimentos contraditórios na própria filha. A mãe de Edward, por outro lado, tinha problemas mentais e o pai, director de uma escola primária, era um homem trabalhador que desempenhava as funções que deveriam ser executadas pela mulher na lida da casa (o que acaba por transmitir ao filho uma noção de igualdade entre os sexos, tornando-o mais tolerante face aos recuos da namorada). Quanto aos amigos e ao ambiente que os rodeavam, Florence frequentava locais conservadores e assistia a espectáculos musicais, convivia maioritariamente com raparigas, mas não lhes confidenciava os seus medos, o seu objectivo não era arranjar um namorado, pois quem o fazia “desaparecia” socialmente; Edward frequentava pubs, chegara a entrar em pequenas lutas e tinha um grupo de amigos que partilhava piadas sobre relações com mulheres e sobre amigos que haviam casado e, portanto, já não saiam com este grupo.

Assim, é possível notar diferenças evidentes a nível do processo de socialização do qual cada um foi alvo. Isso resultou na formação de duas pessoas cujos pontos de vista acerca da intimidade não coincidem. Edward, vivenciando um certo sentimento de inveja face aos amigos que já haviam tido relações sexuais, anseia pela noite de núpcias, mas com receios acerca de determinados aspectos dos quais ouvira falar, como “chegar cedo demais”. Florence, apesar de todo o amor que sente pelo noivo, sente toda uma repulsa, aversão, desprezo, receito e vergonha (ao ponto de considerar reconfortante a possibilidade de Edward ter um problema de saúde que os impossibilitasse de ter relações sexuais) pelo que virá a acontecer e pelo seu próprio comportamento face a isso. No entanto, é curioso o facto de ela desejar ter um filho, mas sempre pretendendo que este fosse concebido quase miraculosamente.

Ambos queriam manter as aparências, evitavam desapontar ou humilhar-se a si mesmos. Tudo o que Edward sabia sobre mulheres derivava de Florence, das poucas tentativas bem sucedidas em partilhar alguma intimidade. Ela, insegura, evitava esses momentos. Tinha um nojo infantil a beijos que envolvessem língua ou a qualquer carícia e todo o conhecimento que tinha advinha de um manual “moderno e inovador destinado a auxiliar as jovens noivas”. Ao contrário do que para ele o sexo significava, ela considerava-o um preço a pagar pelo amor que sentia, algo que era impossível de confidenciar ao seu noivo.

No entanto, esta opinião começa por se alterar quando ambos estão no quarto e as carícias de Edward despertam sensações aliciantes no seu corpo e ela sente mesmo uma vontade de tocar no seu marido. É, provavelmente, neste momento que Florence se depara com um dilema entre o prazer que sente e a repulsa que ocupa o seu pensamento. É, assim, nesta passagem da obra que nos deparamos com o que podemos denominar de repressão, mas a nível cultural. As sensações que advêm do toque de Edward contrastam, deste modo, com a racionalidade e com o que de certa forma lhe foi transmitido, dado que para muitas mulheres deste período a relação sexual era um sacrifício. No fundo, o que a protagonista sente resulta de uma ignorância sexual espoletada pela cultura que a rodeia.

Hoje em dia, apesar de difícil, seria necessária uma conversa sobre assunto e, principalmente, sobre o que aconteceu quando ambos estavam no quarto e que aniquilou a possibilidade de virem a ter uma vida em comum. No entanto, nesta época, como referido, era impensável falar sobre sexo. Todos estes acontecimentos resultam de uma imensa falta de compreensão e diálogo no qual cada personagem exporia as suas inseguranças e dúvidas; incapazes de realizar tal proeza, acabam por complicar a conversa, ofendendo-se mutuamente. Florence, não sendo capaz de expor os seus sentimentos a Edward, baseia a discussão no dinheiro, acusando o marido de o desejar (algo que ela sabia não ser verdadeiro); o jovem, por sua vez, atribui-lhe a culpa da sua ejaculação precoce. Outro aspecto significativo nesta conversa é a importância atribuída à pressão social (nomeadamente atenção dos outros – quando os outros reparam no que fazemos, aprovando ou desaprovando-o – e conhecimento prévio da existência de sanções – agimos segundo prémios ou castigos dos quais temos conhecimento por já terem sido aplicados), na medida em que, para Florence, apenas era necessário manter as aparências, uma vez que ela sugere a Edward que este tenha outra mulher com a qual terá relações sexuais, da qual ninguém teria conhecimento, pois aos olhos dos outros ele seria um marido exemplar, capaz de estar com a sua mulher e que não havia sido recusado. Deste modo, não seria alvo de sanções (consequências do comportamento), como uma possível exclusão de um grupo de amigos ou a humilhação pública.

O casal acaba por não ser capaz de admitir o real tema da conversa nem pedir desculpa pelo que foi dito injustamente; sabem que erraram, sabem que têm dificuldades pessoais, sabem que se amam, sabem que querem estar juntos, mas nenhum dos dois admite e, portanto, a relação fracassa sem que se encontrem uma vez mais. No final, não tentam, não conversam, falham e deixam-se vencer pelo orgulho, pela vergonha, pelo preconceito e pela repulsa, que superam a amor que os unia. Anos depois, sentem a falta um do outro, mas ao que parece, é tarde demais.

Assim, todos estes aspectos conduzem à conclusão de que tanto Florence como Edward são produto da sociedade puritana que fez parte do cenário do seu desenvolvimento físico e psicológico. Ambos divagam entre pensamentos por vezes contraditórios e confusos. São confrontados com situações que os põem à prova e às quais o amor não consegue ser mais forte. Ela é a mulher da vida dele e ele é o homem da vida dela, no entanto, não conseguem ultrapassar essa linha ténue que teria mudado tudo. São, deste modo, vítimas de uma sociedade reprimida, contida, orgulhosa, demasiado educada e inconsciente, na qual reina uma moral vitoriana prestes a ser quebrada.

A importância das palavras que não são ditas ganha, deste modo, uma nova dimensão, ao ponto de uma simples, mas importante, conversa alterar todo um percurso de vida.

Andreia Gonçalves

Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

Cultura e autonomia individual - uma análise sociológica do filme “Água”

Há meses atrás pedi aos alunos que analisassem o filme “Água”, de Deepa Mehta, que tínhamos visto na aula. O melhor trabalho foi feito pela aluna Andreia Gonçalves, do 12ºE. Ei-lo, com um pedido de desculpas pelo enorme atraso na publicação.

No filme “Água”, de Deepa Mehta, é-nos relatada uma história num cenário bastante diferente dos existentes na nossa cultura. Este mostra-nos o destino de uma mulher  viúva na Índia dos anos 30, quando o país ainda constava nas posses inglesas. Mulher e criança, pois Chuyia tinha apenas 8 anos quando enviuvou.

Como explica uma personagem do filme, na Índia acredita-se que quando uma mulher casa metade de si converte-se no marido, isto é, a mulher deixa de ser um ser independente para passar a consagrar em si uma pequena parte da sua identidade inicial e o restante passa a ser a identidade do marido. Deste modo, quando o marido morre, metade da mulher sucumbe também. Segundo os textos sagrados, à viúva passam a restar apenas três opções: casar com o irmão mais novo do falecido marido (caso este exista e a família aprove), arder com o marido quando este é cremado ou viver uma vida de total abnegação.

Essa terceira opção ganha especial destaque no filme. É este modo de vida que nos é relatado, no qual as viúvas são obrigadas a abdicar de vários aspectos característicos da identidade feminina, como o cabelo comprido ou as vestes coloridas, uma vez que só lhes é possível usar trajes brancos (que é a cor do luto na Índia). A mulher admite e interioriza, assim, uma posição de inferioridade em relação ao sexo masculino.

É de questionar o facto de as viúvas não tentarem mudar a sua posição, adoptando uma postura de total resignação e aceitação do seu trágico destino (como sucede com Madhumati, a líder das viúvas, que resiste a tentativas de mudança). Isto acontece devido ao fenómeno de socialização: o processo pelo qual um indivíduo interioriza os valores, as normas e os comportamentos característicos da cultura em que está inserido. Assim, uma vez adoptados e inculcados determinados valores e crenças, elas acabam por aceitá-los sem questionar a sua legitimidade, pois simbolizam aquilo que está certo e o modo como a vida deve estar organizada.

Há ainda outro aspecto marcante da cultura indiana que também é representado no filme: a estratificação social por castas. As castas são agrupamentos sociais nos quais o estatuto do indivíduo é hereditário, ou seja, passa de pai para filho. Os casamentos só podem ocorrer entre pessoas da mesma casta, isto é, a endogamia é praticada de forma bastante rígida, o que condiciona qualquer tentativa de ascensão social. No topo da hierarquia encontram-se os brâmanes (casta da qual fazia parte Narayan) e em último lugar os dalits (os intocáveis).

Do ponto de vista ocidental, a existência de todas estas rígidas diferenciações parece impensável. No entanto, nós não fomos alvo da mesma socialização que as viúvas indianas e os dalits e o que os levou a aceitar o seu lugar na hierarquia de castas. Deste modo, a sociedade torna-se escrava das normas que ela própria criou e transmitiu.

Seguindo esta lógica de pensamento, podíamos concluir que este é um círculo vicioso sem fim aparente, pois continuariam a ser criadas normas deste cariz que iriam, depois, condicionar o comportamento das gerações futuras. No entanto, isso não é exactamente o que tem vindo a acontecer. A verdade é que, apesar de ainda existir um número considerável de viúvas na situação de Chuyia ou Kalyani, existem cada vez menos mulheres a submeterem-se a tal destino. Também os dalits começam a ver melhoras na sua situação social: actualmente, a forma como são tratados não é tão extremista e já lhes são concedidos direitos anteriormente negados. Assim, podemos admitir a existência de um fenómeno que veio contrariar ou alterar as tendências culturais praticadas: a autonomia.

É através da autonomia que um indivíduo se torna independente e deixa de ser um escravo da sua cultura, o que não quer dizer que a rejeite. No filme está patente um bom exemplo desta autonomia, através da referência à figura de Gandhi e de Narayan, que segue os ideais do primeiro. Estes não rejeitam a cultura indiana, mas não concordam com determinados aspectos retrógrados desta, como a referida situação das viúvas e dos dalits.

Esta autonomia resulta em parte do contacto com outras culturas, accionando o pensamento crítico e alterando ideais. Gandhi, por exemplo, conviveu com a cultura inglesa, dotada de princípios mais igualitários quando comparada com a indiana. Tal contacto veio alterar a sua perspectiva em relação à cultura indiana, fazendo sobressair as suas injustiças. Deste modo, percebemos que, apesar de todos os ideais e normas impostos e aceites na Índia, ainda houve espaço para o desenvolvimento de uma autonomia individual.

Também Narayan se emancipa destas tradições e ideologias inspiradas nos textos sagrados, mas com aspectos económicos subjacentes (como o caso das viúvas, que não deveriam representar um encargo financeiro para as famílias e por isso o seu lugar era no ashram – o lar onde passam a habitar). Este segue a ideologia de Ghandi e tenta difundi-la, muitas vezes sem sucesso, o que vem provar que a autonomia individual apenas se desenvolve em determinadas mentes.

Uma personagem bastante importante do filme é Shakunstula, uma das viúvas que habitam o ashram. Esta passa a representar a figura maternal de Chuyia, uma vez que tenta zelar pela menina e fazer com que esta se integre naquele ambiente. Shakunstula é bastante diferente das restantes viúvas, pois sabe ler e mostra traços intelectuais que as outras não compreendem. No entanto, e apesar de aparentar perceber as injustiças, não as questiona e resigna-se, até ao momento em que é abalada por um acontecimento bastante importante: Madhumati envia Chuyia para a casa de um cliente a fim de se prostituir, pois esse era o meio de sustento do ashram. Ao presenciar tal acto contra a figura inocente de uma criança, Shakunstula decide ir contra a tradição: vai em busca de Gandhi, ouve-o e é conquistada com dificuldade, pois tudo o que este diz vai contra aquilo que lhe foi inculcado e, portanto, contra as suas crenças. Este é um processo desafiador, dado que o que ela considera ser natural é posto em causa e substituído por algo que não se assemelha à ordem normal da vida que conhece. Depois de perceber que os ensinamentos de Gandhi visam a melhoria da condição social da população e, portanto, das viúvas, envia Chuyia para que esta fique sob sua protecção e tenha um futuro melhor. Assim, também Shakunstula é dotada da autonomia individual que lhe permitiu recusar o destino que a pequena viúva teria segundo a cultura indiana, dando-lhe a possibilidade de um futuro melhor. Deste modo, é legítimo afirmar que a autonomia individual acaba por melhorar a sociedade, destruindo os princípios menos justos e correctos, pois esta capacidade crítica encontra mais facilmente os desacertos, que parecem normais e perfeitamente aceitáveis à maioria.

A sociedade representada neste filme é bastante complexa e de crenças e costumes rígidos e inflexíveis. Não podemos esperar que recusem o que aprenderam e o que consideram normal; o que aceitam será sempre o mais correcto que conhecem. No entanto, por exemplo, o contacto com outras sociedades ou mesmo personalidades mais respeitadoras dos Direitos Universais do Homem pode abalar certas crenças e renovar determinados valores. Isto quer dizer que, apesar do que é praticado na cultura indiana e de todas as suas normas, houve certamente espaço para autonomia, que tem vindo a provocar uma evidente mudança nos costumes.

Concluindo, as acções e as crenças de Gandhi, influenciadas pela cultura inglesa, vieram influenciar Narayan e Shakunstula. Estes foram capazes de se emancipar dos costumes da sua cultura, desenvolvendo o pensamento crítico ao ponto de perceberem que o que consideravam correcto e normal, afinal não o era. Assim, é plausível afirmar que, apesar do processo de socialização de que somos alvo, há sempre espaço para a autonomia individual.

Andreia Gonçalves

Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

Sempre ou quase sempre?

Quem diz a verdade, acaba no caminho do exílio.

(Provérbio turco.)