Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

O país mais feliz do Mundo

25 de abril pessoas celebram queda do estado novo

 

As pessoas que no dia 25 de Abril de 1974 celebraram nas ruas a queda do Estado Novo, por idealistas e utópicas que fossem, provavelmente não esperavam que Portugal se tornasse o país mais feliz do Mundo, mas esperavam certamente um país melhor do que aquele que temos. Esperar algo melhor que isto não era utopia nenhuma, como demonstra a Dinamarca.

Domingo, 17 de Abril de 2011

Às voltas

nuca fotografia de gerard castello lopes Fotografia de Gérard Castello-Lopes

ROTAÇÃO

É nos teus olhos que o mundo inteiro cabe,
mesmo quando as suas voltas me levam para longe de ti;
e se outras voltas me fazem ver nos teus
os meus olhos, não é porque o mundo parou, mas
porque esse breve olhar nos fez imaginar que
só nós é que o fazemos andar.

Nuno Júdice

 

 

Sábado, 16 de Abril de 2011

Indicações para o trabalho sobre ‘Na Praia de Chesil’

Na Praia de ChesilO trabalho sobre o livro Na Praia de Chesil, de Ian McEwan, é opcional.

O trabalho deve ter três ou quatro páginas, em letra Arial, tamanho 12, espaçamento de 1,5.

O aluno deve analisar e interpretar a obra, mostrando a importância dos aspectos históricos, sociológicos, psicológicos ou outros.

O trabalho poderá também ser avaliado noutras disciplinas.

Em Sociologia serão utilizados os seguintes critérios de avaliação:

- Abrangência das ideias
- Pertinência das ideias
- Rigor científico das ideias
- Referências pertinentes à história*
- Apresentação pessoal das ideias
- Clareza
- Estruturação do texto
- Correcção linguística
- Capacidade crítica

* O que não implica necessariamente um resumo de toda a história.

Em Sociologia, o trabalho será avaliado no âmbito das “Fichas de Avaliação e Outros Trabalhos” (20%). A classificação obtida terá peso 2 caso melhore a média do aluno, se não melhorar terá peso 1.

Data de entrega: Até 9 de Maio de 2011.

Post sobre Na Praia de Chesil: aqui.

Quarta-feira, 13 de Abril de 2011

Silêncio de morte

jorge de senaJorge de Sena (poeta, novelista, ensaísta, tradutor e, entre outras artes, professor de literatura portuguesa) queixou-se muitas vezes da indiferença e falta de feedback que existia em Portugal relativamente à sua obra. Queixou-se também de maledicência, inveja, boicote e perseguição por parte do Estado Novo, mas também de outros autores portugueses. Mas queixou-se  acima de tudo da hipocrisia: das pessoas que diante dele mostravam simpatia e até o elogiavam e depois, pelas costas, o “apunhalavam” das mais diversas maneiras.

Jorge de Sena viveu muitos anos no exílio: primeiro no Brasil e depois nos EUA, onde morreu em 1978.

Numa das muitas cartas que escreveu à sua amiga Sophia de Mello Breyner Andresen (que dispensa, julgo eu, apresentações) escreveu as palavras a seguir citadas. Nelas tudo me parece actual e certeiro, excepto a expressão “tirando o povo” e a ideia de que merecíamos ter continuado espanhóis como castigo – julgo que na realidade não merecíamos uma sorte tão grande e que a independência foi má para nós. Entretanto, houve algumas mudanças em Portugal, mas em vários aspectos fundamentais as coisas não mudaram muito. Por exemplo: actualmente em Portugal há muito ruído relativamente à situação política, económica, social e cultural, mas existe também um “silêncio de morte” relativamente às causas desses problemas.

“… de Portugal chegam-me elogios e um silêncio de morte, de todos os lados – como essa pátria, tirando o povo e uns raros, é vil canalha, e mesquinha… (e a minha amargura de erudito é a descoberta de que realmente o foi sempre – pelo menos do século XVII em diante, quando realmente não merecíamos senão ter continuado espanhóis). E, tudo isto, sem estímulo e sem calor humano é uma cruz muito triste de carregar.”

Correspondência de Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena – 1959-1978, Guerra e Paz Editores, Lisboa, 2006, pág. 99.

Cartas correspondência de Sophia de Mello Breyner e Jorge de Sena

Quinta-feira, 7 de Abril de 2011

Qual é a pergunta?

First and Fifteenth (STREET ART)

Humm… Sim a quê? :)

(Imagem encontrada aqui.)

Sábado, 2 de Abril de 2011

Portugal tem das fecundidades mais baixas da UE

arrumar a casa«Ao contrário do que aconteceu na maior parte dos países da União Europeia (UE), a fecundidade diminuiu em Portugal, entre 2003 e 2009. Portugal está mesmo entre os três países da UE com as menores taxas de fecundidade (1,32), valor semelhante ao da Hungria e só ultrapassado pela Letónia (1,31), nesse ano.»

Leia mais no jornal Público.

O fenómeno representado na imagem explica porque é que a taxa de fecundidade (número médio de crianças nascidas por cada 1000 mulheres em idade fértil) é baixa na generalidade dos países europeus, mas não explica porque é que em alguns países a situação melhorou ligeiramente e em Portugal piorou.