Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2010

Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010

Retrato da juventude actual

Apesar de algumas generalizações excessivas e de a linguagem nem sempre ser imparcial, vale a pena ver o retrato da juventude actual traçado neste pequeno documentário. Claro que nem todos os jovens encaixam no retrato, mas muitos outros são exactamente assim.

O vídeo foi uma sugestão do Eurico, da Carla e do Ricardo, meus alunos em anos anteriores. Obrigado aos três!

Terça-feira, 21 de Dezembro de 2010

A blasfémia do presunto

presunto Notícia quase inacreditável do jornal i:

“Um aluno denunciou o professor por este ter dito a palavra "presunto" durante a aula. O rapaz muçulmano que estuda no Instituto Menéndez Tolosa, em Cádiz, sentiu-se ofendido e contou o sucedido aos pais, que logo se dirigiram à polícia para fazer uma denúncia.

José Reyes Fernández mal sabia as consequências da sua aula. O professor de Geografia estaria a explicar que o clima frio da região de Trevélez, em Granada, favorece o processo de corar o presunto, produto típico do local. Foi por esta altura que o aluno muçulmano se sentiu incomodado com a referência a um produto proibido na sua religião e abandonou a sala.

Os pais do rapaz fizeram uma denúncia à polícia que já está a investigar o caso.”

Religião ou parvoíce?

Domingo, 19 de Dezembro de 2010

Sugestão de leitura: A Salvação de Wang-Fô e outros Contos Orientais

A Salvação de Wang-Fô e outros Contos Orientais

A Salvação de Wang-Fô e outros Contos Orientais, é um pequeno livro de Marguerite Yourcenar (Publicações Dom Quixote, 2002).

São dez contos  breves, mas muito interessantes e fáceis de ler. Leva-se mais tempo a pensar nas histórias do que a lê-las.

Eis um pequeno excerto, retirado do conto intitulado “O Último Amor do Príncipe Genghi”:

“- Vou morrer - disse a custo. – Não me queixo de uma sorte que partilho com as flores, com os insectos, com os astros. Num universo onde tudo passa como um sonho, seria censurável durar sempre. Não me queixo de que as coisas, os seres, os corações sejam perecíveis, porquanto parte da sua beleza é feita desse infortúnio. O que me aflige é que…”

Se quiser saber o que é que o aflige tem uma solução fácil e garantidamente agradável: ler o livro!

(Preço: 5,04€. Veja aqui.)

Marguerite Yourcenar

Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

Materiais úteis para Educação Sexual

Materiais úteis para aulas de Educação Sexual: aqui, aqui e aqui. Inclui um guião de análise do filme “Os juncos silvestres”, de André Téchiné, e diversos tópicos que visam a análise e a discussão dos preconceitos contra a homossexualidade.

Domingo, 12 de Dezembro de 2010

Guião de análise do filme “Água”, de Deepa Mehta

Water água de deepa mehta O objectivo deste questionário é ajudar a fazer uma análise sociológica do filme “Água” de Deepa Mehta. Como é evidente, muitas outras questões poderiam ser colocadas.

A análise será feita oralmente na aula, após o visionamento do filme, e depois em casa num trabalho escrito (entrega na primeira aula do 2º período). Esse trabalho deverá ser organizado como uma resposta à questão nº 22.

1. Dê três exemplos de valores importantes na cultura indiana e que estejam em evidência no filme.

2. Dê dois exemplos de normas informais referidas no filme.

3. Quando se soube que Chuyia estava viúva tiraram-lhe as pulseiras, cortaram-lhe o cabelo e vestiram-na de branco. Porquê?

4. Que alternativas existem para uma viúva, de acordo com os costumes tradicionais indianos?

5. Que coisas e actividades são interditas às viúvas, de acordo com os costumes tradicionais indianos?

6. A que actividades podem as viúvas indianas dedicar-se?

7. Qual é a justificação tradicional para o estilo de vida que é imposto às viúvas indianas?

8. Segundo Narayan, qual é a autêntica justificação dessa imposição?

9. Que comentário faz Madhumati quando lhe dizem que, segundo Gandhi, os Intocáveis são filhos de Deus?

10. “Onde fica o lar dos viúvos?” - Qual foi a reacção provocada por essa pergunta de Chuyia? Como se pode interpretar essa reacção?

11. Quando cortaram o cabelo a Chuyia e a Kalyani elas não choraram, apesar de ser visível que isso lhes custou muito. Como explicar essa contenção?

12. O guru religioso, antes de mais uma sessão de cânticos, orações e meditação, diz que a causa dos problemas dos indianos é a ignorância. Mas como lida ele com esses problemas? Porquê?

13. A história decorre numa época em que a Índia era dominada pelos ingleses. Esse facto é referido no filme, mas nunca se vê nenhum inglês. Porque será?

14. O que simboliza Gandhi no filme?

15. Gandhi disse que antes acreditava que “Deus é a verdade”, mas que depois percebeu que “a verdade é Deus”. O que queria ele dizer?

16. Quando ocorrem mudanças sociais é frequente existirem pessoas e instituições que resistem à mudança. Refira dois ou três exemplos de resistência à mudança mostrados no filme.

17. Como interpreta o comportamento final de Kalyani?

18. Shakunstula diz a Chuyia para esquecer a vida que tinha antes de ser viúva, mas depois tenta enviá-la para longe e libertá-la da condição de viúva. Como se explica essa mudança de atitude?

19. Porque é que o filme se chama “Água”?

20. Gostaria que o filme tivesse terminado de outro modo? Porquê?

21. A realizadora do filme é indiana. Se ela tivesse outra nacionalidade, a visão crítica da cultura indiana que caracteriza o filme poderia ser considerada uma manifestação de etnocentrismo? Porquê?

22. A socialização faz-nos interiorizar os valores e costumes da nossa sociedade. Essa influência deixará espaço para a autonomia individual? Tomado no seu conjunto, como responde o filme a essa questão?

Sábado, 11 de Dezembro de 2010

Viúva aos 8 anos: ‘Água’, de Deepa Mehta

“Água” (2005) é um filme da realizadora indiana Deepa Mehta.

water-didi Shakunstula-chuyia Chuyia (a menina viúva) e Shakunstula

water Kalyani e Narayan Kalyani e Narayan

Madhumati filme Água de Deepa Mehta Madhumati

   Trailer do filme

 

Informações interessantes sobre o filme aqui.

Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Porque é que quase ninguém gosta de poesia? - 2


Mas há a vida
que é para ser
intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.

Clarice Lispector

Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

Bailado em Faro: COPPÉLIA

cartaz1

“COPPÉLIA” – Bailado em 2 Actos, inspirado num conto de E.T.A. Hoffmann.

Local: Teatro das Figuras

Horários:

Sessões para escolas:

Dia 16 – 16h00

Dia 17 – 10h30

Sessões para o público em geral:

Dia 17 – 21h30

Dia 18 – 21h30

Interpretação: Companhia de Dança do Algarve

Direcção Artística: Evgueni Beliaev

Coreografia: E. Beliaev, N. Abramova

Música: L. Delibes

Cenografia e Figurinos: Carolina Cantinho, Evgueni Beliaev

Co-Produção: Beliaev Centro Cultural e Teatro Municipal de Faro

Sinopse: Swanilda está noiva de Franz, mas este está encantado por uma linda rapariga que vê na janela da casa do Doutor Coppélius, velho fabricante de brinquedos. Swanilda promete vingar-se. Entra na casa do Doutor e verifica que Coppélia é uma boneca. Finge ser, também, uma boneca, quando Franz invade a casa, atrás de Coppélia. O dono da casa surpreende-os e desfaz o equívoco. Descoberta a verdade, celebra-se o casamento de Swanilda e Franz.

Nota: vários alunos da Escola Secundária de Pinheiro e Rosa fazem parte da Companhia de Dança do Algarve.

Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

Porque é que quase ninguém gosta de poesia?

É isto vivemos dentro
de grandes blocos de gelo
sem aquecermos ao menos
com os dedos outros dedos
No fundo de nós temendo
que um dia se quebre o gelo

David Mourão-Ferreira

 

Metade do corpo
num sonho; outra metade
dentro da neve.

Uda Kiyoko

Via