A diversidade cultural que caracteriza as sociedades humanas tem múltiplas manifestações. O folclore é uma delas. Os alunos Dahir Bauer, Joana Apolónia, Marta Ivanchyshyn e Alexandra Strat, do 12º E, escreveram acerca de danças folclóricas dos seus países e escolheram vídeos em que estas são apresentadas por grupos folclóricos de méritos reconhecidos.
Este é um trabalho enquadrado no projecto BIA.
Folclore português
O Corridinho Algarvio - ‘Alma Algarvia’
O corridinho é a expressão máxima das danças populares algarvias. É através dele que os bailadores dos grupos folclóricos mostram as suas habilidades nas diversas escovinhas, peões, florestrias e sapateados.
O Folclore traduz-se na preservação das artes e ofícios, danças e cantares, etnografia e tradições de um dado povo ou região, e é através das danças que os grupos folclóricos se mostram às demais culturas, numa forma de difusão das artes tradicionais nos países por onde passam. O Folclore mostra, portanto, uma cultura que ainda hoje perdura, passando por diversas gerações.
Dahir Bauer, nº 6, 12ºE
O Baile Mandado
O Baile mandado é uma música tipicamente portuguesa e faz parte de um conjunto de músicas chamado “bailes de roda”.
A particularidade desta dança é o facto de ser guiada pelo mandador (cantor principal). Antigamente a dança podia prolongar-se por tempos indeterminados visto tudo depender da resistência da pessoa que dança e da inspiração de quem “manda”. Hoje em dia, os versos cantados, os passos, ou a ordem dos passos podem variar de grupo para grupo. O “mandador” dá instruções aos “bailadores” como por exemplo: “palminhas mãos ao ar” ou “a roda vamos formar”.
Na versão do Grupo Folclórico de Faro a dança começa com o par guia a formar roda, seguidamente forma-se uma roda que gira primeiramente para a direita e depois para a esquerda, depois bate-se palmas. Faz-se frente com o par (passo típico do “Baile Mandado”), os homens seguem em frente, passam uma mulher e agarram a seguinte. Ouve-se as palmas de novo, volta-se a formar roda, é nesta altura em que homens dão as mãos aos homens e mulheres dão as mãos ás mulheres formando um enredo de braços (este passo é exclusivo do “Baile Mandando”, não é executado em absolutamente mais nenhuma música), o objectivo deste entrelaçar é para que os homens consigam levantar as mulheres no ar, estas sentam-se nos respectivos braços. Batem-se palmas outra vez. Nesta altura o “mandador” diz: “Palminhas acabou e ninguém se enganou. A roda formou e em passeio a levou”, o homem dá o braço à mulher e a roda segue em frente. O par guia alinha os pares no meio do palco, os pares fazem frente e abrem um arco pelo qual todos os pares vão passar. Os pares continuam alinhados e batem palmas, os homens afastam-se para trás e as mulheres fazem exactamente o mesmo, formando duas linhas, uma de cada lado do palco. Um a um os pares unem-se e voltam-se a separar, agarrando-se de novo e formando fundo em meia-lua. Os pares batem palmas e a música termina.
Como uma forma de manifestação social, a dança, representa aspectos característicos da sociedade de onde é originária. No folclore português as características variam nos trajes, nos movimentos, na música e nos passos.
Em Portugal, eram organizados grandes arraiais com o objectivo de reunir toda a comunidade e de aproximar a população. Estes eventos serviam muitas vezes para encontros amorosos ou arranjos entre futuros noivos. Estas danças tradicionais eram efectuadas em cerimónias de todo o tipo.
As crianças, por sua vez, tinham também bailes de roda específicos, o que possibilitava uma interacção educativa entra as crianças.
Joana Apolónia, nº16, 12ºE
Folclore da Ucrânia: a dança Hopak
Do folclore fazem parte, além de muitas outras tradições e práticas, as danças tradicionais. Metaforicamente, pode-se dizer que o folclore é a “cara” do seu país.
A Ucrânia, tal como Portugal ou qualquer outro país, tem várias danças folclóricas características.
O folclore ucraniano engloba várias danças tais como Pryvit, Vétchir Ú Poli, Tchumak, Lavrivska Polka, Kozatchók, Bukovenskii u Vesilha, Hopak.
Contudo, Hopak é a mais conhecida e a mais caracterizadora do país. Esta é conhecida pela destreza e habilidade com que os rapazes executam os seus passos, mas também pela beleza e suavidade dos passos femininos. É esta conjunção que torna esta dança tão popular e admirada, dando imenso orgulho ao país.
Marta Ivanchyshyn, nº 21, 12ºE
Folclore da Roménia
O folclore faz parte da cultura romena há mais de 500 anos, mas com o passar dos anos sofreu várias mudanças ao nível de vestuário, da dança e das músicas. É verdade que as mais antigas tradições e os mais antigos costumes populares foram transmitidos de geração em geração, no entanto para a maioria dos jovens de hoje em dia o folclore pertence ao passado.
O grupo apresentado no vídeo chama-se “Calusarii” e é proveniente do sul da Roménia. É composto por 9-11 rapazes e é organizado hierarquicamente. Tem um capataz que conduz a dança e os outros obedecem-lhe. Durante a dança, há uma pessoa disfarçada, que não fala e não dança, mas sanciona aqueles que erram os passos e, às vezes, faz alguns gestos cómicos. É chamado “o mudo”. Em algumas ocasiões, os rapazes usam sinos nas pernas e um pau nas mãos para espantar os maus espíritos.
Por trás da dança, também existe uma parte espiritual. Os mais velhos criaram os fatos de acordo com as lendas populares, nas quais ainda hoje acreditam. Os mais novos, por seu turno, criaram passos mais difíceis e mais rápidos.
O próprio nacionalismo é expresso através dos fatos e dos versos das canções. Normalmente, o folclore é presente nas festas nacionais onde as pessoas manifestam o quanto estão orgulhosas de poderem mostrar algo que os antepassados transmitiram.
Alexandra Strat,nº2, 12ºE