“É época de Natal e as festas estão a todo o favor. A cidade está cheia de guirlandas e árvores de Natal, homens de neve e sinos prateados. Nas ruas, as pessoas vão às compras passando pelas vitrinas repletas de tentadoras guloseimas de Natal.
O “Messias” de Haendel será tocado hoje à noite no teatro. Não, isso não é Nova Iorque, Londres ou Berlim, isto é Beijing. A China, o país que exporta muitos dos brinquedos que terminam debaixo das árvores de Natal nos Estados Unidos, foi contagiada pelo espírito natalino. Mas não vamos encontrar muitos presépios ali, onde as pessoas que levam a sério a mensagem do Natal [isto é, as pessoas que são realmente cristãs] são uma pequena minoria. Para os chineses, o Natal é simplesmente um costume ocidental chique, uma oportunidade bem-vinda de relaxar com a família e os amigos.
Não apenas na China, mas também no Vietnã, na Coréia do Sul e nas Filipinas, festejar os feriados ocidentais é mais um sinal de acelerada globalização. (…) Cada vez mais expressões e práticas culturais cruzam as fronteiras nacionais e têm um efeito sobre as tradições e os costumes das sociedades expostas a elas.”
Richard Schaefer, Sociologia, 6ª edição, McGraw-Hill, São Paulo, pág. 58.
Uma nota breve que talvez diga muito acerca da globalização: o texto foi retirado da tradução brasileira de um livro norte-americano. No passado ano lectivo coloquei-o num teste, para alunos do 12º ano, na cidade de Faro, em Portugal. E agora aqui está, num blogue que tem leitores em diversos países do mundo: Portugal, Brasil, Angola, etc.














