Terça-feira, 24 de Março de 2009

A utilidade do conhecimento

Saber alguma coisa do mundo que nos rodeia não nos protege de todos os perigos nem permite conhecer o futuro, mesmo o mais imediato. Mas...

Quinta-feira, 19 de Março de 2009

As migrações são um factor de mudança social

Imagem encontrada na Internet sem referência ao autor.

As migrações, quer internas quer externas, podem originar situações de mudança social.

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

A reprodução social

Quando se fala de reprodução social (por vezes também designada por reprodução cultural) tem-se em mente a “transmissão de normas e valores culturais de geração em geração”.
Uma reprodução é uma repetição da mesma coisa. A reprodução social consiste na transmissão e aquisição de valores, normas e costumes sem proceder a alterações significativas, sem inovar, sem mudar o legado recebido. Diz-se que os seres humanos são produtos e produtores da cultura. O conceito de reprodução social significa que muitos indivíduos não são produtores mas meros reprodutores da cultura que adquiriram no processo de socialização (e que os “produziu”, isto é, fez deles seres humanos).
Essa reprodução é assegurada por diversos “mecanismos através dos quais é mantida e assegurada a continuidade da experiência social ao longo do tempo. Os processos de escolaridade nas sociedades modernas estão entre os principais mecanismos da reprodução cultural, em virtude das aprendizagens formais mas também das aprendizagens informais (currículo oculto).”
A reprodução social não consiste apenas na repetição da cultura actualmente existente, mas também na repetição, na manutenção, da própria estrutura social e do sistema de estatutos e papéis sociais existente num dado momento. Por isso, a reprodução social é um modo de manter as desigualdades sociais, económicas, políticas, etc.
Os agentes de socialização, ao promoverem a aprendizagem da cultura de uma sociedade e a integração do indivíduo na sociedade e em grupos sociais específicos, promovem simultaneamente a reprodução da estrutura social existente num dado momento – promovem o “status quo”. Ou seja: levam o indivíduo a aceitar como “naturais” os estatutos atribuídos, a limitação do leque dos estatutos adquiridos e a definição dos direitos inerentes a cada estatuto social e dos deveres inerentes a cada papel social.
“Estudar o equilíbrio existente entre a reprodução social e a transformação social é uma tarefa da sociologia. A reprodução social diz respeito ao modo como as sociedades persistem no tempo. A transformação social refere-se às mudanças pelas quais passam. A reprodução social tem lugar na medida em que há uma continuidade entre o que as pessoas fazem de dia para dia e de ano para ano e as práticas sociais que seguem.”
Todos os excertos entre aspas foram retirados de: Anthony Giddens, "Sociologia", 3ª edição, Gulbenkian, 2002, Lisboa.
Agentes de socialização como a televisão e o cinema contribuem activamente para a reprodução social. Por exemplo: durante muitas décadas nos filmes americanos os actores negros só representavam papéis de criminosos ou de pessoas com profissões pouco valorizadas socialmente (criados, porteiros, etc.); tal situação contribuía para reforçar a discriminação que existia.
A Escola pode ser um factor de mobilidade social, mas muitas vezes limita-se a participar no processo de reprodução social (e a reproduzir as desigualdades sociais existentes). Por exemplo:
«Em 1980, duas investigadoras realizaram um estudo intitulado “Obstáculos ao Sucesso na Escola Primária”, em que verificaram que a taxa de repetências variava nitidamente com a classe social de origem. Por exemplo, nos alunos cujos pais pertenciam ao grupo socioprofissional dos “quadros”, a taxa de insucesso era apenas de 3%: Nos filhos de “empregados e funcionários” passava para cerca de 8%. Para os alunos com pais “operários”, a taxa de insucesso atingia já a casa dos 30%. Para os alunos com pais em situação socioprofissional precária (ocupações ocasionais, desqualificadas) ou mal definida, a taxa de insucesso atingia os 50%. (…) Estes resultados são convergentes com os de outras pesquisas.» - (A. Costa, "O que é – Sociologia, Difusão Cultural", pp. 25-26.)

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Matriz do 4º teste

ESCOLA SECUNDÁRIA DE PINHEIRO E ROSA
MATRIZ DO 4º TESTE DE SOCIOLOGIA, 12ºANO
Ano lectivo: 2008-2009
O Professor: Carlos Pires

A. Duração: 90 minutos.

B. Temas: Grupos Sociais. Ordem social e controlo social. Reprodução social.

C. Natureza das questões: escolha múltipla; identificação de itens verdadeiros e falsos; identificação e avaliação de exemplos; justificação; questões de resposta curta e de resposta extensa.

D. Objectivos:

1. Recordar o conceito de socialização, tendo em vista o seu relacionamento com outros conceitos sociológicos.

2. Reconhecer que um mesmo actor social pode pertencer a diferentes agrupamentos sociais.

3. Distinguir agrupamentos sociais estruturados de agrupamentos sociais não estruturados.

4. Explicar o que são agregados sociais e distinguir tipos de agregados, como o ajuntamento e assistência.

5. Explicar o que são categoriais sociais.

6. Explicar o que são grupos sociais.

7. Distinguir grupo primário e grupo secundário.

8. Distinguir grupo de pertença e grupo de referência.

9. Explicar o que é a socialização por antecipação.

10. Explicar o que se entende por ordem social.

11. Explicar o que se entende por controlo social.

12. Distinguir as várias formas de controlo social.

13. Distinguir os vários tipos de sanções.

14. Mostrar o que são comportamentos desviantes.

15. Definir anomia.

16. Explicar o que é a reprodução social.

17. Descrever o contributo dos vários agentes de socialização (nomeadamente a família e a escola) para o processo de reprodução social.

18. Mostrar em que medida a socialização promove a aceitação das desigualdades existentes num dado momento.

19. Conhecer exemplos ilustrativos de todos os conceitos referidos.

20. Identificar os conceitos referidos em exemplos dados pelo professor.

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Leituras:

  • Apontamentos tirados nas aulas

  • No Manual:

Grupos Sociais - pp. 109-114, Ordem e Controlo social - 132-138, Reprodução Social - 144-147, 125.

  • No "Dossier de Sociologia":
"Queimada viva" (pág. 38)

  • No blogue "Caderno de Sociologia":

“Ficha de Trabalho: grupos e outros agrupamentos sociais”

“Ficha de Trabalho sobre o controlo social”

“Crimes e outros comportamentos desviantes”

“Quem é e quem não é desviante?”

“Alguns comportamentos desviantes podem promover a mudança social”

"Tal pai tal filho"

«Qual foi, afinal, "a lição de Salazar"?»

“A mutilação genital feminina: alguns riscos”

“A fruta não cai longe da árvore – 1, 2 e 3”

“A reprodução social”

BOM TRABALHO!

Terça-feira, 10 de Março de 2009

A fruta não cai longe da árvore - 3

Cartoon encontrado algures na Internet. O autor, se leio bem a sua assinatura, chama-se Cristo.

A fruta não cai longe da árvore - 2

"Tal pai tal filho", fotografia de Artur Franco, no site Olhares - Fotografia Online.

A fruta não cai longe da árvore - 1

"A fruta não cai longe da árvore" é um ditado popular brasileiro (desconheço se também usado em Portugal) com um um sentido semelhante a vários outros: "Tal pai tal filho", "Quem sai aos seus não degenera", "Filho de peixe, peixe é" ou, numa versão mais rude, "Cara de um, focinho do outro".

Terça-feira, 3 de Março de 2009

Demasiado pobres para notar os efeitos da crise

Um cartoon do artista tanzaniano Godfrey "Gado" Mwampembwa. Encontrado no blogue Diário de um sociólogo.