Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Poliginia

Fotografia tirada do blogue Abrupto: Régulo Sene Sadé com a família.
Na fotografia podemos ver um chefe tribal africano (creio que guineense) com as suas várias esposas e filhos.
O casamento de um homem com mais de uma mulher designa-se por poliginia.
A poliginia é uma modalidade de poligamia. A outra é a poliandria (o casamento de uma mulher com mais do que um homem).

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Ficha de Trabalho sobre o controlo social

Responda às questões a seguir apresentadas.
Pode consultar o Manual e os apontamentos. Pode discutir os temas com o colega de carteira, mas deve escrever as respostas no seu caderno.
Os exemplos devem ser diferentes daqueles que se encontram no Manual mas também daqueles que foram dados na aula passada.
1. Leia a definição de controlo social apresentada no Manual de Sociologia e escreva-a por palavras suas.
2. Porque é que a socialização é um mecanismo de controlo social?
3. Dê um exemplo em que o controlo social se faça unicamente através da socialização (sem intervenção, portanto, dos outros mecanismos de controlo social).
4. Diga o que é a pressão social e mostre porque é que é um mecanismo de controlo social.
5. Dê um exemplo em que o controlo social se faça através da pressão social.
6. Diga qual é a diferença entre as sanções positivas e as sanções negativas e mostre porque é que são mecanismos de controlo social.
7. Dê um exemplo ilustrativo de cada um dos seguintes conceitos:
A. Sanção formal positiva.
B. Sanção formal negativa.
C.
Sanção informal positiva.
D.
Sanção informal negativa.
8. Na aulas de Sociologia estudou temas como a cultura, a socialização, os papéis sociais, os grupos sociais, a ordem e o controlo social. No 10º ano, nas aulas de Filosofia, discutiu o problema do livre-arbítrio e comparou teorias filosóficas que afirmam a existência de livre-arbítrio com outras teorias que negam a sua existência. Depois de estudar os temas sociológicos referidos, quem acha que tem razão - as pessoas que consideram que os seres humanos são livres ou as pessoas que consideram que o livre-arbítrio é uma ilusão?

Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Informações sobre a mutilação genital feminina

Informações sobre a mutilação genital feminina, no site da Amnistia Internacional.

A mutilação genital feminina: alguns riscos

A mutilação genital feminina envolve “complicações graves para a saúde e o psicológico das mulheres.

Existem vários riscos, inclusive o de morte e da transmissão da Aids. Para muitas, a dor nunca passa. A menstruação e o parto ficam ameaçados, as relações sexuais tornam-se dolorosas e o prazer sexual da mulher é tolhido. Infecções e todo tipo de problemas na saúde sexual feminina estão relacionados à brutalidade da excisão, feita na maioria das vezes com instrumentos não-esterilizados e usados em várias meninas numa mesma ocasião, e sem anestesia.

Há relatos que esta prática seja muçulmana, mas em nada está fundamentada religiosamente. A mutilação é praticada na maioria dos casos na África, mas é comum em certos países do Oriente Médio. Nas comunidades imigrantes, em certas regiões da Ásia como Índia, Indonésia, Sri Lanka, Malásia; e na América do Norte, América Latina e Europa.
A mutilação também é praticada em grupos indígenas na América Central e do Sul, como por exemplo no Perú, mas existe pouca informação sobre isso. Devido a imigração, países onde anteriormente não se praticava, agora já existe alguns que praticam, incluíndo países como: Austrália, Canadá, Dinamarca, França, Itália, Holanda, Suécia, Reino Unido, EUA, entre outros.”

Leia mais no blogue Leões e Cordeiros.

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Todas as vítimas de racismo são iguais, mas algumas são mais iguais que outras

"Os sheiks do Dubai ( Emiratos Árabes Unidos) negaram a entrada à tenista israelita Shahar Pe'er, nº 45 do ranking mundial e que ia jogar com a russa Anna Chakvetadze". Porquê? Porque Shahar Pe'er é judia.
Os responsáveis da WTA lamentaram o sucedido mas não suspenderam a prova. Diversas tenistas manifestaram a sua solidariedade com Shahar Pe'er, mas não recusaram participar. Nos meios de comunicação social ocidentais, sempre atentos e prontos a denunciar casos de racismo e xenofobia, o assunto foi quase ignorado. Não houve indignação nem grandes protestos. Como se diz no blogue O Triunfo dos Porcos (onde pode ler mais pormenores acerca do caso), "o registo geral foi de tépida condenação".
Se a vítima desta discriminação racista fosse um atleta negro ou árabe as reacções críticas seriam tão moderadas? É duvidoso. Será que o racismo contra os judeus é menos grave? É óbvio que não. Como explicar então essa complacência com a decisão racista das autoridades do Dubai?

Resistência à mudança ou realismo?

Grafito na Graça (Lisboa).
Foto de Alessio del Bue, no blogue Machina Speculatrix.

Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

"Querido, cheguei! O que fizeste para o jantar?"

A situação representada na imagem (encontrada no blogue Aprendiz de Sociólogo, sem referência ao autor, mas com a indicação de ter sido extraída do livro "Sociologia" de P.B. Horton e C.L. Hunt) é designada nalgumas obras de Sociologia através de uma feia expressão: "Novos papéis parentais".

Em Portugal a violência doméstica é um crime (quase) sem castigo

"Nunca as forças de segurança lidaram com tantos casos de violência doméstica. O número de ocorrências registadas na PSP e na GNR já ultrapassou a barreira das 20 mil por ano, mas o de condenações é tão baixo que até "choca" o psicólogo criminal Carlos Poiares.
A violência doméstica passou a ser crime público em 2000. A lei previu a criação de uma rede de casas-abrigo e de centros de atendimento às vítimas, o reforço da possibilidade legal de afastamento do agressor e outros mecanismos de combate.
Cresceu a coragem para romper o silêncio. As forças de segurança registaram 11.162 ocorrências em 2000, 12.697 em 2001, 14.071 em 2002, 17.527 em 2003. A tendência sofreu uma quebra em 2004: 15.541. E recuperou quase de imediato: 18.193 em 2005, 20.595 em 2006, 21.907 em 2007.
Poucos casos, porém, sobem à barra dos tribunais. Em 2000, apenas 213 processos de maus tratos do cônjuge ou análogo chegaram à fase da sentença: 71 resultaram em condenação. Desde a alteração legislativa, houve uma subida tímida, gradual, do número de arguidos: 284 em 2001, 463 em 2002, 680 em 2003, 864 em 2004, 1035 em 2005, 1033 em 2006. E do de condenações: 128, 228, 344, 460, 527, 495."
Notícia do jornal Público, do dia 22-02-2009. Clique aqui para ler mais.

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

Alguns comportamentos desviantes podem promover a mudança social

“Seria um erro olhar para o desvio segundo uma perspectiva totalmente negativa. Qualquer sociedade que reconheça que os seres humanos têm valores e preocupações diversas deve encontrar espaço para os indivíduos ou grupos cujas actividades não estão em conformidade com as regras seguidas pela maioria.
As pessoas que desenvolvem ideias novas nos campos da política, da ciência, da arte ou outras áreas, são muitas vezes olhadas com suspeição ou hostilidade por aqueles que seguem as normas ortodoxas. Por exemplo, os ideais políticos desenvolvidos durante a revolução americana – liberdade individual e igualdade de oportunidades – depararam-se, na altura, com a resistência feroz de muitos, embora hoje sejam universalmente aceites.
O desvio às normas dominantes de uma sociedade implica coragem e determinação, mas é frequentemente um processo crucial para garantir as mudanças que são mais tarde consideradas como sendo de interesse geral.”
Anthony Giddens, Sociologia, 3ª edição, F.C. Gulbenkian, Lisboa, 2002, 214-215.
“Os desvios das normas nem sempre são negativos, e muito menos criminosos. Um membro de um clube social exclusivo que reclama contra uma política tradicional de não permitir que a admissão de mulheres, negros e judeus é desviante em relação às normas do clube. Tal como um polícia que denuncia a corrupção ou a brutalidade dentro do seu departamento.”
Richard Schaeffer, Sociologia, 6ª Edição, MacGraw-Hill, São Paulo, 2006, pág. 180.
1. Dê exemplos de comportamentos desviantes que tenham promovido mudanças sociais positivas.
2. A tolerância ao desvio, defendida por Giddens como meio de promover a mudança social e a inovação, poderá levar a rupturas sociais e à anomia? Porquê?

Crimes e outros comportamentos desviantes

“O desvio envolve a infracção das normas do grupo, que podem ou não ser formalizadas em uma lei. Trata-se de um conceito abrangente que inclui não apenas comportamentos criminosos, mas também várias acções que não estão sujeitas a processos jurídicos.”
Dois exemplos. Um ministro que aceita subornos está a infringir uma norma escrita, uma lei que faz parte do Código Penal, e comete por isso um crime. Um professor português do sexo masculino que fosse dar aulas vestido com uma saia estaria a infringir normas não escritas, que se encontram “inscritas” nas tradições e costumes da sociedade portuguesa. Não cometeria um crime, mas teria um comportamento desviante.
“O que é desviante numa cultura pode ser celebrado noutra. Na Nigéria, por exemplo, ser gorda é considerado um sinal de beleza. Parte dos rituais de entrada na idade adulta exige que as meninas passem um mês numa “sala de engorda”. Entre os nigerianos, ser magra nessa altura da vida constitui um desvio.”
Em contrapartida nos países ocidentais, como é o caso de Portugal, ser magra é um sinal de beleza e é normal querer ser magra; pelo contrário, ser gorda é mal visto e é um desvio relativamente a essa norma estética.
Excertos entre aspas retirados de: R. Schaeffer, Sociologia, 6ª Ed., MacGraw-Hill, São Paulo, 2006, pág. 180.

Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Namoro virtual, mas os velhos problemas de sempre

On A Claire Day by Carla Ventresca and Henry Beckett

O namoro sempre foi um fenómeno social muito variado, envolvendo normas e costumes muito diversos em sociedades e épocas diferentes. A Internet contribuiu para aumentar ainda mais essa diversidade ao permitir contactos e até relacionamentos virtuais.
Mas, como se depreende deste Cartoon, por muito que mudem algumas normas e alguns costumes, há certos problemas que não desaparecem. - "Afinal, o que é que ela quer?"

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Interacção social e expectativas desencontradas

A compatibilidade referida no post anterior nem sempre existe nas interacções sociais. Por vezes, as pessoas esperam coisas bastante diferentes umas das outras, havendo então desencontros, confusões e conflitos.
Isso pode suceder quando as pessoas que tentam interagir pertencem a sociedades diferentes e têm culturas diferentes – tal como é ilustrado pelo primeiro e pelo terceiro exemplos dados por Paul Watzlawick no texto a seguir apresentado.
Mas pode também suceder quando as pessoas, apesar de pertencerem à mesma sociedade e de partilharem fundamentalmente a mesma cultura, têm experiências de vida bastante diversas e eventualmente algumas crenças e costumes diferentes - tal como é ilustrado pelo segundo exemplo dado por Paul Watzlawick.
«Uma das leis básicas da comunicação é que todo o comportamento na presença de outra pessoa tem valor, no sentido em que (…) modifica a relação entre essas pessoas. Todo o comportamento transmite algo; por exemplo, silêncio total ou falta de reacção implica claramente “não quero nada a ver contigo”. E visto que isto é assim, é fácil apercebermo-nos do espaço que existe para o conflito e para a confusão.
Em todas as culturas há uma distância específica que dois estranhos mantêm num encontro face a face. Na Europa Ocidental e Central e na América do Norte é a proverbial distância de um braço, como o leitor poderá verificar se pedir a duas pessoas para se aproximarem uma da outra e pararem à distância “certa”. Nos países mediterrânicos e na América Latina a distância é consideravelmente menor. Por isso, num encontro entre um norte-americano e um sul-americano ambos tentam manter o que ambos julgam ser a distância correcta. O latino aproxima-se, o do Norte afasta-se de modo a reencontrar o que considera a distância correcta; o latino, sentindo-se desconfortavelmente distante, reaproxima-se, e assim por diante. Ambos sentem que o outro está a ter, de certa forma, um comportamento impróprio e tentam “corrigir” a situação, criando um problema tipicamente humano no qual o comportamento correctivo de uma das partes inspira uma correcção inversa da outra parte. E visto que existem poucas probabilidades de haver alguém por perto que possa traduzir as respectivas linguagens corporais, ambos se encontram numa situação (…) pouco invejável, porque se vão culpar mutuamente pelo seu desconforto.
No livro de Phillipson e Lee Laing, Interpersonal Perception, podemos encontrar um exemplo dramático desta situação:
Após oito anos de casados, marido e mulher descreveram uma das suas primeiras discussões. Esta ocorreu na segunda noite da lua-de-mel. Estavam ambos sentados no bar do hotel quando a mulher começou a conversar com um casal sentado perto deles. Para seu grande espanto, o marido recusou-se a tomar parte na conversa, manteve-se amuado, tristonho e contrariado, tanto em relação a ela como em relação ao casal. Ao aperceber-se da sua disposição ela zangou-se com ele por ter provocado uma situação social muito desagradável e por a ter feito sentir desamparada. Ambos se descontrolaram e acabaram por ter uma amarga discussão na qual cada um acusou o outro de falta de consideração. Agora, oito anos depois, descobriram que tinham abordado a situação “lua-de-mel” com duas interpretações muito diferentes, partindo ingenuamente do princípio que “obviamente” a situação tinha o mesmo significado na “língua” do outro. Para a mulher, a lua-de-mel era a primeira oportunidade que tinha de praticar a sua recém-adquirida posição social: “Nunca tinha tido uma conversa com outro casal como esposa. Era sempre a ‘namorada’, a ‘noiva’, a ‘filha’ ou a ‘irmã’”. A interpretação do marido acerca de “lua-de-mel” era, no entanto, de um período de convívio exclusivo, uma “oportunidade de ouro para ignorar o resto do mundo e simplesmente nos explorarmos um ao outro”. Para ele, a conversa da mulher com outro casal significava que ele era insuficiente para preencher as suas necessidades. E, mais uma vez, não havia um intérprete que se pudesse aperceber do “erro de tradução” de ambos. (…)
Durante os últimos anos da Segunda Guerra Mundial e nos primeiros anos do pós-guerra, centenas de milhares de soldados americanos estiveram colocados na Grã-Bretanha, ou passaram por lá, o que facultou uma oportunidade única de estudar os efeitos de uma penetração em larga escala de uma cultura por outra. Um dos aspectos interessantes foi uma comparação entre os padrões do namoro. Tanto os soldados americanos como as raparigas britânicas se acusaram mutuamente de serem sexualmente atrevidos. Investigações acerca desta curiosa dupla acusação revelaram um problema interessante (…). Em ambas as culturas o comportamento do namoro desde a primeira troca de olhares até à consumação final consistia em cerca de 30 etapas, mas a sequência dessas etapas era diferente. Por exemplo, o beijo é uma das primeiras etapas no padrão norte-americano (ocupa, digamos, o quinto lugar) mas é uma das últimas do padrão britânico (podemos dizer que era a vigésima quinta etapa) no qual é considerado um comportamento altamente erótico. Por isso, quando um soldado americano achava que era a altura de dar um beijo inocente, a rapariga não só achava que ele tinha saltado 20 etapas daquilo que ela considerava uma relação como deve ser, como sentia que tinha de tomar uma decisão rápida: ou acabava com tudo e fugia, ou preparava-se para ter relações sexuais [pois gostava dele e não o queria perder, achando que era isso que ele queria]. Se escolhia a segunda hipótese o soldado via-se confrontado com um comportamento que, de acordo com as suas regras culturais, só podia ser considerado como desavergonhado num estádio tão inicial da relação.”
Paul Watzlawick, A Realidade é Real?, Relógio D’Água, Lisboa, 1991, pp. 16-17 e 62-63.

Interacção social e expectativas recíprocas

Fala-se de interacção social para descrever as relações entre duas ou mais pessoas, relações essas marcadas pela mútua influência.
Numa situação de interacção social aquilo que uma pessoa X diz ou faz afecta o comportamento da pessoa Y. A simples presença dessa pessoa, mesmo que não diga nem faça nada, afecta o comportamento alheio. Por sua vez, o comportamento da pessoa X também é afectado pela presença da pessoa Y e por aquilo que ela diz ou faz.
Por exemplo: se a pessoa X estiver presente a pessoa Y pode ficar embaraçada ao arrotar; se a pessoa X manifestar por palavras e gestos a sua incomodidade com o fumo do tabaco, a pessoa Y possivelmente apagará o cigarro ou irá fumar para outro lado.
O comportamento de cada uma dessas pessoas será também afectado pelas expectativas mútuas. Assim, o comportamento do César é afectado por aquilo que ele espera da Vera e por aquilo que ele acha que a Vera espera dele. E naturalmente também se verifica a situação inversa: o comportamento da Vera é afectado por aquilo que ela espera do César e por aquilo que ela acha que o César espera dela.
Vejamos um exemplo. Se o César e a Vera forem portugueses e estiverem apaixonados, passar-se-á provavelmente algo deste género: a Vera esperará que o César se declare e achará que o César espera dela um sinal de interesse e encorajamento. Por outro lado: o César espera que a Vera lhe dê um sinal de interesse e encorajamento e acha que a Vera espera que ele se declare.
O César e a Vera são portugueses, ambos cresceram e foram educados em Portugal na mesma época. Por isso, foram alvo de processos de socialização bastante semelhantes. Adquiriram ideias semelhantes acerca dos papéis sociais de homem e de mulher e conhecem os costumes ligados ao namoro. Devido a essa socialização comum, os comportamentos que esperam um do outro são compatíveis e complementares.
É preciso ainda referir que as expectativas que entram em jogo nas interacções sociais não dependem apenas dos papéis sociais, mas também da personalidade das pessoas envolvidas.
Por exemplo: se o César for uma pessoa muito tímida a Vera poder-se-á ver obrigada a tomar a iniciativa.

Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

As amendoeiras em flor e a mudança cultural

Nesta altura, há uns anos atrás era fácil ver amendoeiras em flor no Algarve. Agora não: a menos que se ande muitos quilómetros de carro, aqui e ali vêem-se outras árvores e muitos, muitos prédios e casas feias, mas não amendoeiras em flor. As amendoeiras são tão raras que as pessoas até podem tê-las floridas e lindas ao pé de casa e não lhes dar valor ou não reparar sequer que elas lá estão.
Do mesmo modo, a lenda da moura encantada é cada vez menos contada na Escola Primária, perdão, no 1º Ciclo do Ensino Básico.
Ou seja: as tradições e os valores (a cultura, em suma) não mudam tão facilmente e tão rapidamente como o preço da gasolina ou dos bolos, mas mudam. Se é para melhor ou para pior, tem de se ver caso a caso. No caso da paisagem algarvia e da ausência das amendoeiras em flor, apesar do chamado "desenvolvimento", é duvidoso que tenha sido para melhor.