terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Desigualdade entre homens e mulheres aumentou em Portugal

No “Global Gender Gap Index 2009”, com que o Fórum Económico Mundial pretendeAntónio Silva O Leão da Estrela Homem e Mulher medir a desigualdade entre os sexos, Portugal desceu cinco posições relativamente a 2008 e ocupa, agora, o mísero 46.º lugar. Islândia, Finlândia e Noruega ocupam os três primeiros lugares.

Segundo o jornal Público, “há um ano, Portugal conseguia mais pontos nos indicadores que medem a participação económica e as oportunidades de carreira dadas às mulheres, e conquistava vantagens no acesso à educação básica e superior. Comparando com 2008, há uma quebra na igualdade dos salários pagos para a mesma função, no acesso a cargos de topo nas empresas ou na justiça, e às profissões técnicas em geral. Mais: esta é a primeira vez nos últimos três anos que há uma descida na pontuação obtida. O ano passado, o fosso entre géneros reduziu 70,5 por cento. Hoje, essa diferença é de 70,1 por cento.”

Nem todas as desigualdades são más, como é o caso das desigualdades devidas ao mérito. Por exemplo: se a notícia fosse que a diferença salarial entre os bons e os maus professores ou entre os bons e os maus bibliotecários tinha aumentado a favor dos primeiros, seria uma boa notícia. Mas a desigualdade baseada no sexo não é uma boa notícia.

Seja como for, o facto de as razões que fazem com que essa não seja uma boa notícia serem evidentes é… uma boa notícia! As coisas estão realmente a mudar. Devagarinho, como sucede com quase todas as mudanças sociais profundas e efectivas, mas a mudar.

Na imagem: António Silva e actriz cujo nome não apurei, no filme “O Leão da Estrela”.

4 comentários:

Tainã Steinmetz disse...

Essa desigualdade é pura ignorância. O ser humano é um só!

Carlos Pires disse...

Tainã:

Muitas vezes não é ignorância, mas sim interesse. Algumas pessoas tentam lucrar com esta forma de desigualdade.
cumprimentos

karina Mori disse...

Concordo que a vida é um jogo de intersses,porém trabalhamos em favor do capital.
Historicamente a mulheres se tornaram submissas para atender suas necessidades.
Hoje este cenário se modificou,há um espaço para conquistas,só permanecerá no mercado de trabalhoquem se destacar com maior capacidade de organização,de realizar tarefas com competência sem perder a qualidade,é ir mais além ser multifuncional,e isto ,a "Classe Feminina' executa com excelência.

Carlos Pires disse...

Karina:

Creio que a vida é muito mais que um jogo de interesses. Creio também que o Capital não merece o mau nome que tem (até porque não há alternativas), embora também ache que o capitalismo precisa de alguma regulação e de doses fortes de ética.
Quanto às mulheres: é preciso esforçarmo-nos para diminuir as desigualdades.
A igualdade entre homens e mulheres torna a vida muito mais interessante!