Dilemas éticos da pesquisa nas Ciências Sociais
Se as pessoas que são alvo de um estudo têm consciência disso podem, nalgumas circunstâncias, comportar-se de modo pouco espontâneo: fazem aquilo que acham que os observadores esperam delas. Desse modo, aquilo que for observado não será o seu comportamento real e o conhecimento assim obtido será pouco rigoroso.
Por outro lado, estudar seres humanos sem que estes saibam e autorizem (ou, em alternativa, avisá-los de que vão ser estudados mas enganá-los em relação aos verdadeiros objectivos do estudo) coloca alguns problemas éticos. Por muito importante que seja o estudo, um cientista social terá o direito de fazer isso?
Ao recorrerem à observação participante, mas também ao inquérito por questionário e à entrevista, os sociólogos e os outros cientistas sociais têm muitas vezes de enfrentar esse dilema.
Como é que se pode resolvê-lo?
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