Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Esclarecimento sobre o TPC

Uma aluna disse-me não ter percebido bem o trabalho de casa pedido. Vamos ver se agora fica claro. Agradeço que divulguem e avisem os colegas ainda esta noite acerca deste esclarecimento.

Os alunos devem ler o post Internet: expectativas e receios e defender uma das opiniões lá referidas acerca da seguinte questão: a Internet tem mais coisas boas ou mais coisas más? Ao defenderem a vossa opinião devem também tentar refletir acerca desta outra questão: a Internet, enquanto agente de socialização, promove ou não a autonomia dos indivíduos?

O trabalho é para entregar escrito e não apenas para apresentar na aula.

Aviso: há um problema qualquer com os links do blogue, pelo que o post “linkado” não é o único, nem o primeiro, que aparece.

Já agora: uma espécie de anedota sobre a Internet - Internet: a criação de um Deus.

Bom trabalho e até amanhã.

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

Má despesa pública

Adicionei o blogue Má Despesa Pública à lista de ligações. O nome fala por si: é um observatório do uso errado dos dinheiros públicos.

Dois exemplos: o Banco de Portugal gastou cinco mil euros em material de golf e na Madeira foi gasto cerca de meio milhão de euros na construção de uma rotunda.

Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

A Internet não pesa nada

O que é, afinal, a Internet? Eis  uma resposta humorística. Na série The I.T. Corwd.

(O vídeo só pode ser visto no You Tube. Nas legendas há um lapso óbvio: não é Big Bang, mas sim Big Ben.)

Jura a si mesmo

Juras de Kavafis

Juras, de Konstatinos Kavafis, traduzido por Jorge de Sena.

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012

Heróis por um dia

Uma das canções do filme Christiane F, referido no post Agentes de socialização: amigos, falsos amigos e malta da mesma idade, a propósito dos grupos de pares – um dos agentes de socialização mais importantes.

David Bowie: Heroes

I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can beat them, just for one day
We can be Heroes, just for one day

And you, you can be mean
And I, I'll drink all the time
'Cause we're lovers, and that is a fact
Yes we're lovers, and that is that

Though nothing, will keep us together
We could steal time, just for one day
We can be Heroes, for ever and ever
What d'you say?

I, I wish you could swim
Like the dolphins, like dolphins can swim
Though nothing, nothing will keep us together
We can beat them, for ever and ever
Oh we can be Heroes, just for one day

I, I will be king
And you, you will be queen
Though nothing will drive them away
We can be Heroes, just for one day
We can be us, just for one day

I, I can remember (I remember)
Standing, by the wall (by the wall)
And the guns, shot above our heads (over our heads)
And we kissed, as though nothing could fall (nothing
could fall)
And the shame, was on the other side
Oh we can beat them, for ever and ever
Then we could be Heroes, just for one day

We can be Heroes
We can be Heroes
We can be Heroes
Just for one day
We can be Heroes

We're nothing, and nothing will help us
Maybe we're lying, then you better not stay
But we could be safer, just for one day

Oh-oh-oh-ohh, oh-oh-oh-ohh, just for one day

O grupo de pares

grupo de amigos adolescentes

«Pergunte a jovens de 13 anos o que é mais importante em suas vidas e eles provavelmente responderão “amigos”. À medida que a criança fica mais velha, a família se torna menos importante no desenvolvimento social. Em vez disso os “grupos de amigos” (*) assumem o papel dos outros significativos [de que falava Margaret] Mead. Nesse grupo os jovens associam-se a pessoas com aproximadamente a mesma idade e que com frequência têm um status social semelhante.

Os “grupos de amigos” facilitam a transição para as responsabilidades de adulto. Em casa, os pais tendem a dominar; na escola, os adolescentes têm de lidar com professores e administradores. Mas no “grupos de amigos” cada um dos membros do grupo pode-se afirmar de uma maneira que não seria possível em outro lugar.

Mesmo assim, quase todos os adolescentes na cultura norte-americana continuam dependentes, em termos financeiros, dos seus pais e a maioria deles é dependente também emocionalmente. (…)

Os amigos podem ser fonte de apoio mas também de perseguição [como sucede no caso do bullying].»

Richard T. Schaefer, Sociologia, 6ª edição, McGraw-Hill, São Paulo, 2006, pp. 93 e 94.

(*) “Amigos” num sentido muito lato, sem implicar necessariamente relações afetivas fortes. Neste contexto, a expressão por vezes significa apenas “conhecidos de idade semelhante”.

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«O grupo dos iguais (ou pares) é um importante fator de socialização, exercendo uma particular influência no fim da infância e na adolescência. Trata-se de fases em que os indivíduos conquistam uma identidade relativamente estável, muitas vezes através de uma reação negativa perante os modelos apreendidos na família e na escola. O grupo dos iguais é então importante, porque propõe novas normas e valores, no seio de uma dinâmica interativa entre pares. Em tal dinâmica a socialização desenvolve-se fora de qualquer desígnio preordenado: as crianças e os rapazes podem descobrir os amigos e dialogar com eles sobre temas e assuntos quase sempre inabordáveis na família e na escola, destacando-se assim da influência destas.

Estas relações são mais democráticas do que as que existem entre progenitores e filhos. O termo “pares” indica sujeitos “iguais” e as relações de amizade entre crianças tendem a ser razoavelmente igualitárias. Estando baseadas no mútuo consenso, mais do que na dependência, como é típico da situação familiar, as relações entre pares preveem uma intensa troca de dar e receber, num contexto de interação em cujo seio as regras de conduta podem ser postas à prova e exploradas.

As relações entre pares permanecem, muitas vezes, importantes para toda a vida.»

Lucia DeMartis, Compêndio de Sociologia, Edições 70, Lisboa, 2006, pág. 54. (adaptado)

Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Imitação

Nada é tão contagioso como o exemplo La Rochefoucauld

"Nada é tão contagioso como o exemplo."

La Rochefoucauld

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Vídeos sobre a socialização

Com a família (atualmente também nos infantários) as crianças aprendem os costumes e as normas mais básicas, como é o caso da higiene e da etiqueta às refeições.

Conscientemente ou não, os pais transmitem valores aos filhos. No caso retratado no vídeo, trata-se de valores religiosos – transmitidos de maneira claramente deliberada.

  

Nos meios de comunicação social, destinem-se ou não a ser usados na escola, também se transmitem valores às crianças.

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012

Água suja

criança sudão bebe água suja

Uma criança sudanesa abastece-se de água de uma poça lamacenta, para evitar ter de esperar duas horas na fila para tirar água do poço, no campo de refugiados de Doro, no Sul do Sudão. Mais de 80.000 sudaneses procuraram refúgio no Sul do Sudão, fugindo aos confrontos entre forças governamentais e insurgentes no Norte.

Fotografia: Hereward Holland/Reuters

Fotografia e legenda retiradas do jornal Público do dia 03-01-2012.

Links sobre a socialização

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Como é possível ele e o pai serem tão parecidos??!

As crianças fazem o que vêem

Serei parecido a ti, pai

Pai e filho

Aprendendo a ser adulto

A socialização em imagens

Diversidade cultural e socialização

Crianças selvagens: as meninas lobo

Agentes de socialização: alguns exemplos em vídeo

Agentes de socialização: amigos, falsos amigos e malta da mesma idade

Agentes de socialização: Ruca e Gabriela

Qual foi, afinal, "a lição de Salazar"?

Mocidade Portuguesa Feminina: “o que nós queremos que as nossas raparigas sejam”

Novas formas de socialização primária ou socialização secundária muito precoce?

Unidos pelo ódio e divididos pela verdade - análise sociológica do filme "América Proibida"

Sozinho no inferno

A socialização em imagens

família esquimósocialização família   pai ensina filho a caçar

mãe ensina filha a preparar o chá ritual japonês do ch filhos imitam pais

 

O que é não ser uma mulher de Atenas?

Chico Buarque, cujo pai era historiador e sociólogo, canta “Mulheres de Atenas”.

MULHERES DE ATENAS

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas; cadenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas:
Geram pros seus maridos,
Os novos filhos de Atenas.

Elas não têm gosto ou vontade,
Nem defeito, nem qualidade;
Têm medo apenas.
Não tem sonhos, só tem presságios.
O seu homem, mares, naufrágios...
Lindas sirenas, morenas.

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Como é possível ele e o pai serem tão parecidos??!

os amigos do prédio amarelo 1

os amigos do prédio amarelo 2

O melhor do Batatoon – Os amigos do prédio amarelo, Oficina do Livro, 2000.

O melhor do Batatoon Se clicar no título ou na imagem poderá obter mais informações sobre o livro.

Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

Email da turma

Caros alunos do 12º D:

A Marisa teve a excelente iniciativa de criar uma conta de email para a turma. O nome de utilizador é: dturma12@gmail.com. Se mandarem um email para lá, a Marisa - ou outro colega que já tenha acesso - diz-vos qual é a palavra-passe.

Vou mandar as notas dos trabalhos para essa conta de email, em vez de  as publicar aqui no blogue.

Votos de Bom Natal!

Já agora: espero os vossos planos para as férias incluam ler dois ou três livros! Não sei se sabem que, além das vantagens que referi nas aulas, ler torna as pessoas ainda mais bonitas do que eram. Ora vejam:

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Sábado, 17 de Dezembro de 2011

The Boss…

Descobri há dias que alguns alunos não conhecem, ou conhecem mal, as canções de Bruce Springsteen. Aqui ficam três, nenhuma delas muito recente, numa desesperada tentativa que colmatar essa grave lacuna – que, muito provavelmente, poderia impedir os caros alunos de conseguirem uma boa nota a Sociologia!… :)

Se, por acaso, for necessário algum estímulo adicional para ouvi-las, acrescento que os vídeos são muito bons.

Procrastinação

Isto faz-lhe lembrar alguma coisa ou alguma pessoa? Humm…

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2011

Proposta de revisão curricular do ensino básico e secundário

A proposta de revisão curricular hoje apresentada pelo governo estará em discussão pública até 31 de Janeiro. Deverá ser aplicada a partir do próximo ano letivo.

No caso do Secundário, as principais novidades parecem ser o desaparecimento da Formação Cívica do 10º ano e o desaparecimento de uma das disciplinas de opção no 12º ano.

Esta última medida parece-me um enorme erro, pois constitui um empobrecimento  curricular significativo. 

Acresce que o desaparecimento dessa disciplina de opção não é acompanhado pelo reforço da carga horária de nenhuma das outras disciplinas (nomeadamente na disciplina de Português, onde esse reforço se justificaria tendo em conta as dificuldades reveladas por muitos alunos).

No documento da proposta há um endereço (revisao.estrutura.curricular@mec.gov.pt) para onde se podem enviar sugestões acerca da revisão curricular.  Por motivos óbvios, seria boa ideia as pessoas interessadas enviarem sugestões. E objeções.

Proposta de revisao curricular do ensino básico e secundário

Sábado, 10 de Dezembro de 2011

Subir na vida

Um bom exemplo de mobilidade social vertical ascendente.

Harrison Ford

Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

Hippies

Scott McKenzie: San Francisco.

 

                                             símbolo

 hippie

casamento hippie

hippies tocando

 

 Hippies Dancing

Dews-hippies

not war

Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Subcultura e Contracultura: vídeos e links

Muitos apreciadores da banda de rock Phish intitulam-se Phishheads e, segundo afirma o sociólogo Richard T. Schaefer, constituem uma autêntica subcultura. Passa-se o mesmo com os fans da banda Grateful Dead, os Deadheads.

Subculturas

Sociologia do gamanço

Contracultura: o exemplo dos hippies

Contracultura: o exemplo dos Okupas

Okupas em Portugal

Mount of Oaks: uma comunidade monástica, ecológica e…

Domingo, 4 de Dezembro de 2011

Envelhecer num minuto

Por vezes, há experiências tão más que nos tiram anos de vida, deixando-nos muito mais fracos e menos capazes do que éramos. Mas este vídeo não descreve uma dessas experiências. Recorrendo à manipulação de imagens e sons, o que o vídeo mostra é o envelhecimento de uma pessoa como se a sua vida durasse apenas um minuto. Dá que pensar.

Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2011

A cultura: alguns tópicos

cultura e culturas

✗ A maior parte daquilo que fazemos, pensamos e sentimos, e todos os objetos que usamos, são algo que é não inato, mas sim cultural e aprendido.

✗ A cultura é um conjunto de elementos materiais e espirituais que os seres humanos criam para se adaptarem ao meio ambiente (para sobreviverem e para viverem com mais conforto) e que são transmitidos de geração em geração.

✗ Esse é o conceito sociológico de cultura. Há um conceito menos amplo e mais restrito: erudição, saber livresco.

✗ Os seres humanos vivem em meios muito diferentes relativamente ao clima, ao relevo, aos recursos naturais, etc. Por isso, adaptam-se de modo muito diverso e desenvolvem culturas muito diferentes.

✗ No planeta Terra há uma enorme diversidade cultural. Todos os seres humanos possuem cultura, mas não a mesma cultura.

✗ As diversas culturas permitem distinguir as sociedades umas das outras e conferem aos seus membros uma identidade própria (permitindo-lhes dizer “nós os...”).

✗ Mas há sociedades grandes e complexas onde esse processo de identificação é mais complicado, pois existe uma grande diversidade cultural interna – e diversas subculturas disputam o “nós os...” com a cultura dominante.

✗ Para essa complexidade contribui também a aculturação, ou seja, as modificações culturais resultantes dos contactos entre diversas sociedades.